terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Marcas da Guerra - trilogia Aftermath

Terminei ontem o primeiro livro da trilogia Aftermath, e me deu vontade de escrever uma pequena crítica, embora não seja algo que há muito tempo não fazia.

 No hype de Star Wars graças ao Despertar da Força - título bastante pertinente ao que ocorreu ao redor do mundo. Havia lido Kenobi no início do ano, que é um livro muito bom, e então parti para este, que conta eventos aparentemente marginais à História da galáxia após a destruição da segunda Estrela da Morte e morte do Imperador e seu pupilo Darth Vader. No fim das contas são acontecimentos não tão marginais quanto a Nova República imaginaria ou desejaria.

É um livro muito bom, embora muito mal escrito - e aqui poupo o trabalho da tradução, pois me pareceu ser o tipo de livro complicado de se traduzir: a história toda é contada na forma de uma anedota, uma história oral, mas contada à maneira da Língua Inglesa, o que acaba tornando a leitura em português meio estranha e um tanto cansativa. A grande quantidade de personagens apresentada de sopetão também não ajuda. Me lembrou um roteiro de quadrinhos, pensando bem.

Mas embora de narrativa pobre, o conteúdo da história é incrivelmente chamativo. Os personagens são cativantes, e o casting é bastante atual - a personagem principal é mulher, a antagonista, embora elas nunca se encontrem ou sequer saibam da existência umanda outra, é uma almirante do Império (almirante negra, frisa-se), e há personagens homossexuais na trama. E nada disso parece forçado ou empurrado goela abaixo pela ditadura da cota. Natural também é a sequência dos acontecimentos, e ao fim deixa um gostinho de quero mais.

Aguardemos a continuação, já sabendo que em algum momento a já famosa Batalha de Jakku será descrita.

May the force be with you.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

De Cabelos e Mulheres

Tô agora com a elfa vendo esses programas que dão um tapa na mulherada que está meio pra baixo, e sempre que chega na parte do cabelo, os camaradas das tesouras decidem que o melhor pra elas é tosar suas madeixas.

A do programa que estamos vendo avisa o figura que o maridão gosta de cabelos compridos, e o que o cara faz? Baixa a cabeleira da moça. Resultado: os anos que ela perdeu melhorando o guarda-roupas ela ganhou em dobro no corte de cabelo; em vez de uma mulher linda de 30 anos em péssimas roupas, acabou se tornando uma mulher muito chique, mas definitivamente quarentona.

Claro, existem exceções, mas creio que haja algo pra mulher pensar quando for ao salão(pq eu acho homem feio de qualquer jeito, então ô fedido, se você achou uma louca que gosta de você, siga os conselhos dela XDDD).

Antes de qualquer coisa, a grande maioria dos caras sempre vai preferir uma linda cabeleira comprida, então verifique com o namorado qual é a dele (se é casada e não sabe a preferência do felizardo, melhor repensar as prioridades em sua vida conjugal e perceber que há outros seres humanos à sua volta... sim, esse barbado aí não é uma mariposa girando em torno de sua luz, pequena lâmpida ¬¬).

Agora sim você pode ir ao cabeleireiro. Verifique se o menino é afeminado. Na verdade isso não importa, mas todo mundo acha que sim. Já cortei cabelo com Tiozinhos; Tios Estilo "Vindos Direto do Interior"; Malandros Estilo "Medalhão no Peito"; Rapazes Estilo "Pegadores da Mulherada"; Afeminados; e Bichonas Completas. E digo que a opção sexual do cara não influi em nada, e graças a Eru nenhum deles nunca deu em cima de mim ou de minha elfinha. O fato de verificar se o das tesouras é afeminado ou não vai determinar se você pode confiar na decisão dele, e é aqui que esses programas pecam: 90% das vezes eles cortam curto. Oras, sei que às vezes o cabelo está tão maltratado que não há jeito, mas tenha dó, isso não pode virar plano A nunca.

A mulher tem cabelos com corte ruim, mas nada muito feio, fala que o MARIDO gosta de cabelos COMPRIDOS, e o cabeleireiro - que é ligeiramente afeminado e tem seus cabelos ligeiramente compridos - apara o cabelo. Pra mim é óbvio: ele quer o maridão pra ele!!!!

Pra feministas de plantão: eu não estou sendo machista, preconceituoso ou careta. Só pra constar, minha digníssima corta com uma japa que mais parece um menino; meu cabeleireiro me surpreendeu quando casou com uma mulher; e nossos cabelos estão ficam bons quando voltamos do salão.

Nada de preconceito aqui então, é visão empírica: 9,5 homens em 10 preferem cabelos compridos nas mulheres jovens; e acho que os mesmos 9,5 concordarão que cabelos curtos ficam melhor em mulheres (bem) mais velhas e na maior parte dos homens.

Então o segredo é conhecer a pessoa com que você divide sua vida, e saber que o cabeleireiro/a tem que fazer o que você quer, não satisfazer as frustrações criativas e/ou sexuais dele/dela.

Falei muito, acho. Tchau.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

De volta aos animes

Ando sem criatividade para escrever aqui. Muito enrosco no trabalho, e tal. Mas voltei a ver animes. Finalmente, depois de uns 3 anos, terminei de ver o Hades Chapter do Cavaleiros, que é muito bom, apesar de extremamente melodramático (tarefa hercúlea seria catalogar todas as vezes que alguém diz "Seiya!" com aquela maneira afetada marcante da série; já a esperada "Morra, Seiya!" só aparece uma vez, e o cara não é nem capaz de cumprir!!!).

Agora estou vendo Stellvia, que se passa num futuro terrestre pós-apocalíptico, quando o planeta se prepara para uma segunda onda de choque resultante de uma supernova próxima (a primeira quase inutilizou nosso querido pálido ponto azul. Aqui o esquema são os mechas, máquinas controladas por pessoas. A personagem principal, Shima, é uma menina prodígio, extremamente insegura e meio perdida no começo, mas que vai mostrando a que veio na Estação Espacial Stellvia. Ainda estou vendo mas a coisa vai ficando boa a cada episódio. Me lembra bastante o Mai Otome, que começou bastante informal e descontraído, mas que depois aprofundou e ficou muito bom.

Veremos

quinta-feira, 4 de março de 2010

To boldly go where no Man has gone before... 6

Jornada nas Estrelas - Nêmesis (Star Trek - Nemesis) 2002
Quando vi esse filme pela primeira vez tive duas reações. Primeiro eu gostei, porque parecia um episódio longo da série; e depois me senti órfão porque sabia que não mais veria aqueles personagens em filme novamente. Então anos depois vi muita gente metendo o pau no filme, e não conseguia lembrar do bicho. Então vi todos, de uma leva só praticamente em menos de um mês, e entendi do que falavam. Não que a história seja ruim, pelo contrário, é muito boa. Mas colocaram o filme nas mãos dum cara que disse, numa entrevista especial para a versão em dvd, que não gosta de Jornada. Heresia (não ele não gostar, ele está no direito dele; mas, pombas, não dirige, então!!!). Enfim, muita ação, e pouca reflexão, pouca filosofia, a interação pactual entre inimigos não é tão desconfortável como deveria ser. Vale meio como que uma ligação com a película mais nova, como diria meu amigo Robson, lançado esse ano. Afinal, foi a partir desse episódio que começou a interação entre a Federação e Romulus, que levaria ao episódio causador da desavença entre Spock e Nero no novo filme. Por isso. (26-07-09)

Jornada nas Estrelas (Star Trek) 2009
Vi no cinema, mas esperei pra escrever somente quando revisse o filme em casa, longe do calor da telona. Agora uns 6 meses depois, finalmente adquiri o filme (com direito a uma Enterprise porta-dvds linda de brinde) e me proponho a escrever algo aqui. Como disse na resenha anterior, foi por causa da interação entre Romulus e a Federação que Spock acabou inesperadamente por provocar uma volta no tempo dele e do minerador romulano Nero, ótimo vilão interpretado pelo hulk Eric Bana. O homem fica bravo porque Spock se propôs a conter a destruição de uma estrela, que acabou entrando em colapso antes do previsto e destruiu Romulus - e obviamente, a família de Nero. A nave do romulano acab voltando no tempo exatamente no momento do nascimento de ninguém menos que James Tiberius Kirk, cujo pai padece no confronto para que sua esposa, pimpolho recém-nascido e restante da tripulação possam se salvar. Pronto, tudo mudado, novas possibilidades de uso da série graças às mão hábeis, porém não-trekkers, de J.J. Abrams, o aclamado diretor de Missão Impossível e Lost. Centrado no início conturbado da amizade entre Kirk e Spock, e também na formação da tripulação da mais famosa nave da ficção científica mundial (ao lado da Milennium Falcon, muito provavelmente), Star Trek arrasa. Magro, Uhura, Sulu, Scotty, Chekov, estão todos lá. Os atores convencem em seus papéis - Zoë impressiona no terminal de comunicação (daria uma ótima Tempestade para X-Men), e Carl Urban É Leonard McCoy, em atuação muito convincente como médico da nave.Realmente o filme é muito bom, com ação, diversão e drama na medida certa, à altura do que eu esperaria de um Jornada nas Estrelas. Mas nem tudo são flores na nova linha do tempo criada por Abrams. Há algumas falhas grotescas, que passam ao espectador não-conhecedor da série, mas ainda assim falhas. A mais gritante para mim foi o fato de que na nave do pai de Kirk a insígnia da tripulação é o já famoso delta - nenhum problema não fosse o fato de que o delta não era usado por toda a federação antes da Enterprise, já que cada nave tinha uma missão e sua própria insígnia (e seria forçar a barra dizer que a tripulação da USS Kelvin usava o delta 25 anos antes da Enterprise por coincidência). Alguém dirá, "mas que bobagem, que isso importa?". Importa, pois são esses detalhes que fizeram, e ainda fazem, com que Jornada seja um sucesso há mais de 40 anos. Vida longa e próspera a todos, e que venha Jornada XII.


"Espaço. A fronteira final. Essas são as viagens da nave estelar Entrerprise. Prosseguindo em sua missão para explorar novos mundos, pesquisar novas vidas e novas civilizações audaciosamente indo aonde ninguém jamais esteve."

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Plushenko

Se alguém já teve a oportunidade de assistir a uma apresentação de Patinação Artística alguma vez, deve saber que é uma das coisas mais belas que o ser humano pode fazer sobre o gelo. A queda de bunda provavelmente é outra dessas coisas belas para se ver no gelo, mas não é o nosso caso aqui. Estamos falando do russo Evgeni Plushenko.

Apesar de não ter levado o ouro olímpico de Vancouver hoje na patinação artística masculina, o talento e a irreverência desse que é considerado um dos melhores patinadores do gelo de todos os tempo não podem ser negados.

Resolvi então garimpar algumas apresentações dessa fera e incorporá-las aqui para que todos que visitam esta Casa possam apreciar e se divertir. Enjoy the best male figure skater these days.





Esse está com um problema no final do vídeo, mas é ótimo também

E para encerrar uma performance para um show de tv russo em 2008, com a empresária Yana Rudkovskaya, com quem casou em 2009. Ela não patina tão bem, mas o número é bem legal. Abraços a todos.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Como quebrar a cabeça...

Olá, depois de tanto tempo. Posso dizer que os nossos governantes estragaram a vida de quem trabalha em escola esse segundo semestre. Estive tão estragado que não tinha ideias, ou sequer vontade de escrever algo.

Agora recebi um comentário inusitado de um rapaz de Salvador que descobriu meu espaço, Eru sabe como, e o achou interessante. Um motivo a mais para continuar. Muito obrigado pela injeção de ânimo, Cristiano. Vamos para a última postagem do ano, então, peço desculpas por não ser nenhuma análise, ou alguma observação das que eu costumo fazer. Será mais como um exercício de escrita, daqueles que costumávamos fazer para as aulas da Maria Tereza, e que ela definitivamente não gostava.

Alguns devem saber que estava às voltas com um quebra-cabeça imenso. Há cerca de 3 anos fui instigado a entrar nesse mundo. Falaram tanto em quebra-cabeças numa academia que eu frequentava, que me deu vontade de tentar. Como minha esposa, na época minha noiva, já montava alguns, pedi sua ajuda. E de lá para cá estávamos presos a isso.

Claro, por que eu começaria com algo simples? Sou louco o bastante para começar com algo difícil. Escolhi o "Mapas Históricos", de 5000 peças, da Grow. Esse aqui. O bom dele é que é dividido em 4 mapas, portanto dava pra montar separado. Foi como se eu montasse 4 puzzles de 1250. Mas logo que começamos, descobrimos que faltava uma peça, e solicitamos a troca. Atendidos, contamos as peças, 5000 exatas, e recomeçamos. Montávamos sobre folhas de papel cartão, e guardávamos em uma pasta daquelas grandes, de arquiteto. Tudo com muita calma e paciência, quanto tínhamos saco pra montar. Então casamos e a coisa praticamente parou de vez. Mas há uns 2 meses ela sem querer levantou a pasta e quase tudo desmontou. Então eu tomei vergonha na cara e resolvi recomeçar e finalizar de vez a empreitada.

Terminou dia 29, na verdade já era dia 30, uma da madrugada. E descobri que havia perdido uma peça!!!!

Bom, entrei em contato com a Grow, verificando a possibilidade de obter a malfadada peça, e aguardo o retorno. Mas já preparei, com a ajuda do meu amigo Beto, um plano B. Se for necessário, produziremos uma réplica da peça.

Agora já planejo meu próximo puzzle, mas um mais simples desta vez. Perdões pelo post inútil, tenho dois outros melhores inacabados no forno, mas precisava desencantar e voltar aqui.

Um bom 2010 para todos e, por que não?, para mim! Porque 2009 foi osso.

Abraços

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

De novo o Twitter

Que demora em postar, alguém pode imaginar... o trampo tá soda, pode acreditar. Ando tão esgotado que não me vem nada à cabeça para escrever.

Aliás, só estou dando uma passada por aqui pra dizer que achei aquele twitter um saco, bastante inútil para mim, na verdade. Então deletei a conta. Simples assim. Então não estou mais por lá, ok?

Esse final de semana devo ter novidades, vou ver se posto algo por aqui...

Flw

domingo, 30 de agosto de 2009

Eu no Twitter

Como sou tecnologicamente curioso, mas não apressado, somente agora criei um twitter para mim. Vou experimentar a coisa por um tempo pra ver se acho útil ou divertido, ou qualquer outra coisa. Por enquanto achei meio confuso e morno, mas quem sabe??

Quem quiser acompanhar minhas twittadas, é só conferir em @saitar (traduzindo: quem quiser acompanhar meus mini-mini-mini-posts lá, acesse www.twitter.com/saitar

domingo, 16 de agosto de 2009

Anime Five playlist - nova atualização

O visitante mais observador terá percebido que eventualmente atualizo alguma música da playlist incorporada à esta Casa. Dessa vez atualizei a lista inteira. Relembrando, o que é essa lista? É uma seleção (processo às vezes desgastante, acredite) de cinco das músicas relacionadas a anime que mais curto no momento. E quais são elas desta vez, de onde vêm, e por que foram selecionadas? Se pertinente ou mesmo possível, colocarei um vídeo.

A 5a da lista é Bouken Houkiboshi, abertura de Tales of the Abyss, na voz de Kurumi Enomoto. A música é muito legal, ouso dizer que é a única coisa que presta do anime. Baixei o dito cujo na maior empolgação por ser da série "Tales of" e achei um fiasco. Pra ajudar, uma fonte mais do que confiável me adiantou que o fiasco dos 3 primeiros episódios que eu havia visto se prolongaria até o 26º. Pulei fora e fiz-me o favor de apagar os 7 episódios que havia baixado na ânsia... Mas a música é muito boa... coloquei até como toque no celular ^^

A 4a é Everlasting Song, do FictionJunction ASUKA, parte do projeto solo da genial/fenomenal/compositora/música/ponto de interrogação/etc. Yuki Kajiura. Ela sempre tem coisas legais a mostrar, nas vozes de diversas cantoras japonesas. A música em questão é o último encerramento de Erementar Gerad, que eu já comentei aqui no blog, e a voz na música, obviamente, é de Asuka Kato. A canção é muito boa; muito boa, mesmo. Ótimo ponto final para um anime mais que ótimo. Bora lá ouvir pra ver se não é mesmo. Aqui ao vivo, mas a canção começa mesmo lá pelos 3 minutos, ok?


edit: achei uma versão belíssima dessa música somente com o piano da Yuki e a voz da Asuza, em inglês. I hope all you enjoy ^^


A 3a é Life is Like a Boat, bela canção que presta de primeiro encerramento para o anime Bleach. Confesso que não vi o anime, mas devido ao alto número de recomendações que recebi ele se encontra na minha lista - gigantesca - de coisas para ver. Cantada por Rie Fu, mescla Japonês e Inglês de maneira incrivelmente simbiótica. A levada calma e tranquila, num estilo levemente country contrasta seriamente com a temática amorosa náutica, porém o resultado é muito bom. Segue o vídeo oficial.


A 2a é Memories, primeiro encerramento de One Piece, e quem canta é Maki Otsuki. Impressionante a mistura de instrumentos nessa música, e a produção é uma coisa interessantíssima. Gosto muito dessa música porque ela empolga bastante. Mas tem que ouvi-la inteira, senão não tem graça.

Por fim, mas na verdade, inicialmente, Crystal Energy, segunda abertura de Mai Otome, anime que comentei em meu último post. Minami Kuribayashi, que dubla a personagem Erstin no anime, canta a abertura, que é bem mais empolgante, e bem mais ritmada que a primeira abertura, tendência que é reflexo da mudança que ocorre também no anime. E como coloquei o vídeo da abertura de Mai Otome, vou colocar aqui a apresentação ao vivo da Minami no Animelo 2006.



Eis aí a lista. Enjoy it! ^^

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Poder e a Amizade: Mai Otome

Coincidentemente, próximo à data em que foi comemorado o Dia do Amigo estava eu assistindo a um anime que trata, basicamente, do tema amizade.

Mai Otome, série derivada de Mai Hime (que eu não vi ainda), trata de uma adolescente, Arika, que chega a uma academia de Otomes, e que lá trava amizade com outras meninas que carregam o mesmo sonho que ela.... Ok, o splot não empolga muito e o começo é meio school-life, parece anime de menina. Mas acaba valendo pelas risadas - muitas risadas. Mas o negócio começa a ganhar uma profundidade insana, e de repente percebe-se a caracterização de anime como um drama shounen.

Vamos lá. Arika é orfã, e só com o passar dos episódio, com imagens recuperadas em memória por outros personagens, é que começamos a perceber a real história da menina. Criada pela avó, ela fica sabendo que sua mãe era uma famosa Otome, mulheres guerreiras que tiram seu poder de contratos 'mágicos' pactuados com chefes de estado mundo afora. Elas servem como chefes do exército, mas são capazes de causar mais dano que o próprio exército, materializando armas, voando, etc., graças a Mantos criados por nanomáquinas implantadas em sua corrente sanguínea. A contrapartida dessa relação com os chefes de estado é que mestre e otome compartilham os danos da batalha. Se um morrer, o outro morre também. Essa tecnologia é proveniente de remanescentes terráqueos que eras antes chegaram ao planeta onde se passa a história. E é essa tecnologia, restrita à academia otome, que causa a crise que guiará o anime. Se a tecnologia que permite a existência das otomes fosse espalhada, muitos males poderiam ser evitados, bem como muitos males poderiam ser atiçados. Então há uma cisão no entendimento do que é feito, e do que deveria ser feito com essa tecnologia.

Mas eu me perdi em algum momento ^^". Arika vai, então, à academia, e lá, após muitas confusões, consegue uma vaga. Suas colegas de quarto são Nina Wong, filha adotiva de um general de um país vizinho e que odeia Arika por não ter precisado passar pelas duras provas seletivas da academia; e Erstin, menina misteriosa e aparentemente meio parva, protagonista de uma das cenas mais dramáticas da série. A improvável amizade que surge entre elas, os desencontros e as desgraças que acompanham suas vidas ditarão os rumos do futuro do mundo.

Outro ponto é que durante todo o anime, a pergunta frequentemente feita é: O que é uma Otome? E eu percebi que as respostas, quando havia resposta, eram sempre diferentes, já que o ser algo está dentro de cada um de nós. Mas fui percebendo que uma otome é um poder. E o poder geralmente corrompe. Entenda, elas não são o poder em si, mas o instrumento. É como o Um Anel de Sauron. Ele por si só não é poder, mas possui-lo aparentemente indica ter o poder. E todos querem ter uma Otome, e se não for possível, roubar o poder que elas usam.

Outra característica, que no início é meio estranha pela classificação do anime, é a tensão sexual entre os personagens, primeiramente notado entre as alunas e professoras da academia. Pensei nisso como o escancarar de portas do que ocorre em um santuário feminino, afinal elas são como que sacerdotizas, e a energia sexual adolescente ali deve acabar sendo canalizada para alguma coisa, não? Mas então a coisa descamba para fora dos círculos acadêmicos. Entenda-se aqui que não há menção nenhuma à coisa, e pouquíssimas insinuações. Não é esse o tema do anime. Há relação homossexual entre 2 personagens importantes, mas nada é descarado. Aliás, no anime o sexo é relacionado de duas formas, como acontece na realidade: como maneira de expressar o amor; e como maneira de obter ganhos políticos. A verdade nua e crua, com o perdão do trocadilho.

Resumindo, é um anime que surpreende, empolga, bem acima da média, e que os levará a buscar a sequência Mai Zhime Zwei, e a prequência Mai Otome S.ifr. Seguem as duas aberturas, que já foi dito que a abertura diz o anime a que vem. Abraços.




terça-feira, 14 de julho de 2009

To boldly go where no Man has gone before... 5

Jornada nas Estrelas - Primeiro Contato (Star Trek - First Contact) 1996
Já disse aqui que não gosto de Borgs? Bom, não suporto. Nem as histórias. E os inimigos aqui são justamente os borgs. Já de uniforme novo e nave de última geração, a Enterprise E, Picard e sua turma... adivinha? Voltam no tempo! Sério.. sem brincadeiras. Mas dessa vez foi sem querer, indo no rastro de uma nave remanescente de um cubo borg destruído em batalha. Nossa querida nave e sua tripulação acabam indo para um dia antes do Primeiro Contato, o dia em que Zefram Cochrane voou com a Phoenix para testar a dobra espacial pela primeira vez. Em decorrência disso, alguns Vulcanos dando um rolezinho pelo sistema resolvem descer na Terra e dar uma olhada nos humanos, que até ontem mesmo pareciam não merecer sequer uma piscadela. Como esse encontro foi o primeiro passo para a criação da Federação Unida de Planetas e para a evolução social da espécie humana terráquea, os borgs querem estragar tudo. Claro que Picard, com a ajuda de Data, os impede, e de quebra acaba com aquela que parece ser a "rainha" da comeia borg. Bom, o filme vale pelos momentos divertidos de LaForge e Riker com Cochrane, pela personagem Lilly chamando as miniaturas das Enterprises na sala de Picard de "navezinhas", e pela humilhante enganação sofrida pelos borgs nas mãos de Data.

Jornada nas Estrelas - Insurreição (Star Trek - Insurrection) 1998
Na minha opinião o melhor com a Nova Geração. Aqui há o conflito filosófico "minha espécie" x "outras espécies" que tornou célebre a série desde os já longínquos anos 60. Em um planetinha obscuro, fora do caminho de todo o mundo, no meio de uma nuvem de poeira intragável, vivem os remanescentes de uma espécie antiga e sábia. Eles sabem muito sobre a tecnologia contemporânea, mas preferem viver de maneira bucólica. Eles são os Baku, e ninguém ligaria a mínima para não fosse o fato de que eles simplesmente não envelhecem. A razão para isso é o material formador dos anéis (ou anel, ou algo parecido, não me lembro bem) que rodeia o dito planeta. E é esse material que os Son'a anseiam, só que para isso eles têm que exterminar com toda a vida do planeta. Bom, não vou contar quem são os Son'a, mas eles são maus, são tecnologicamente avançadíssimos, e têm ao seu lado um almirante da Federação encobrindo toda a jogada. Claro que Picard descobre tudo, e decide se insurgir contra as ordens de seu superior, daí o título do filme. Com uma grande história por trás, ótimas cenas de ação, e uma cena de Picard dançando um ritmo caribenho, é um filme altamente recomendável. Encerro com uma pergunta feita pelo Capitão como respota à exclamação do Almirante Dougherty de que eles estariam 'apenas' movendo seiscentas pessoas:

"Quantas pessoas seriam preciso, almirante, antes que se tornasse errado, hmm? Mil? Cinquenta mil? Um milhão? Quantas pessoas seria preciso, almirante?"

sábado, 4 de julho de 2009

Morreu...

Como homenagear um cara que, vida pessoal à parte, era soda. Michael Jackson foi sodão. O mais soda da música dos últimos tempos, mesmo sem fazer nada de música há uns 10 anos ou mais.

Resolvi fazer diferente. Ao invés de mostrar o cara, vou mostrar a marca do cara na mídia. De maneira engraçada, claro, que de séria já basta a porcaria do dia-a-dia. Logo no começo do blog coloquei uma lista de vídeos (que por sinal estão misteriosamente com os links quebrados ¬¬), e dois deles lá no meio, de um tal Weird Al Yankovic, já parodiavam aquele que seria chamado de 'o rei do pop'. Vou colocar somente o link direto pro tubão porque parece que o Al desativou a incorporação de todos os vídeos completos dele que eu achei. Mas também é só clicar. Larga de ser preguiçoso(a), bolas!

O primeiro aqui é Fat, parodia de Bad. Tem gente que não gosta desse vídeo, mas eu o acho hilário. Cada detalhe do video de Scorcese foi declaradamente e descaradamente debochado aqui, com um resultado muito bom.

Eat It tira uma onda com Beat It. Como se precisasse. Tá tudo lá.. as gangues ridículas que se enfrentarão no final do clipe; o pijama de teclado do cantor, a imitação superdesenvolvida da respiração de porquinho, como diria Marcos Mion. Só faltava arranjarem mesas de sinuca sem caçapa, como no original.

Pra encerrar, vai o Thriller de uma maneira no mínimo inesperada. Um abraço a todos.


quinta-feira, 11 de junho de 2009

To boldly go where no Man has gone before... 4

Jornada nas Estrelas - Generations (Star Trek - Generations) 1994
O filme que poderia não ter sido, segundo alguns. Não que o filme seja ruim, pelo contrário. É bom. Mesmo. Mas tem um defeito. É aqui que morre James Tiberius Kirk. Mas eu concordo parcialmente com essa visão com a qual inicie esse artigo. Morre o personagem, mas não a lenda. Acho que foi essa a ideia dos envolvidos: a morte de Kirk teria que ser mostrada pela importância histórica do personagem. Mas o problema, segundo alguns, foi como ocorreu a morte, ou mortes. Bom, vamos aos fatos. Parte da antiga tripulação é convidada a prestigiar a inauguração da Enterprise B e, claro, ocorre um problema. Eu diria que a nave não estava preparada, tampouco seu capitão. Kirk toma a frente e salva uma porção de El-aurianos de uma onda de energia estranha. Entre eles estava Guinan - médium de Patrick Swayze num antigo e conhecido filme e futura atendente no bar da Enterprise D - e Soran, um cientista meio doido para o qual ninguém dá atenção no momento. Bom, o fato é que essa onda de energia acaba pegando a nave, exatamente no trecho onde Kirk tinha decido para manualmente ativar um processo que possibilitaria o salvamento do povo citado antes. Nesse momento morre, históricamente, o personagem James T. Kirk. Morre heróicamente, claro. Corta para o futuro, e vemos a próxima geração de tripulantes da Enterprise que, sob o comando de Patrick Stewart - ops - Picard, encontram-se homenageando o klingon Worf e tendo que ir salvar uma estação espacial com problemas. Quem está lá? Soran, claro. O que o cara quer é destruir uma estrela e por tabela matar a população inteira de um planeta para fazer com que a tal onda de energia lá do começo. Essa onda, chamada Nexus, é como que uma dimensão atemporal onde uma pessoa revive realidades próprias de sua imaginação: um paraíso para os que querem fugir da realidade. Picard tenta impedir o figura, mas não consegue, tudo vai para o saco e ele é engolido pelo Nexus. Lá ele troca uma ideia com Guinan, que está lá por causa das frações de segundos que passou antes de sua nave ser salva por Kirk. Aliás, Kirk também está lá, e é convencido por Picard a voltar e impedir o plano de Soran. Até aí tudo bem, descobrimos que Kirk não havia morrido, ou havia morrido mais ou menos. O que pesou para muitos foi o fato de ele morrer (pela 2a vez) embaixo de destroços após ter caído dum penhasco. A cena é realmente pouco heróica: dois tiozinhos lutando contra um figura com mais de 100 anos, e no final das contas só sobra o careca. O que muitos não veem é que essa foi a morte do personagem, mas SEM a importância histórica. Kirk dá a vida pelo que sempre lutou, pela justiça e pela chance que as pessoas têm de viverem suas vidas. Ele morre para que Picard possa realmente ser o capitão da Enterprise na continuação da franquia. Mas para mim o que importa é a mensagem do filme: a cadeira no centro da ponte da Enterprise deve pertencer somente ao capitão mais bem preparado da Frota, aquele que conhece suas forças e suas fraquezas; e parece que tem que ser reconhecido por Kirk. John Harriman só se mostra apto a sentar na cadeira de capitão da Enterprise B quando reconhece suas limitações e recebe a baliza de Kirk; até seu jeito de comandar muda a partir desse momento. Picard então, apesar de ser reconhecidamente capaz, também precisaria receber a aprovação de Kirk. E é para isso que esse filme foi feito. E o resto? Bem, o resto, como dizem por aí, o resto é história...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

To boldly go where no Man has gone before... 3

Jornada nas Estrelas V - A Última Fronteira (Star Trek V - The Final Frontier) 1989
Estranho. Aparentemente um vulcano é o vilão aqui, e meio-irmão de Spock! Estranho mesmo. Sybok quer uma nave para ir aonde nenhum Homem jamais esteve. Não, não é trocadilho. Ele quer ir além da Grande Barreira, próximo ao centro da galáxia, para encontrar ninguém menos que Deus. Obviamente ele consegue roubar uma nave, e essa nave é a Enterprise de Kirk. Mas ninguém o informou que a nave está em deplorável estado, precariamente preparada devido à pressa. Tudo bem, eles conseguem atravessar o poderoso campo de energia e lá encontram Deus. Bah. Muita presunção humana, ou no caso vulcana, de ahcar que chegou ao paraíso e encontrou o Homem em pessoa. O famigerado "deus" prova-se um canalha que está preso num planetinha sem-vergonha, e que apesar de extremamente poderoso, precisa de uma nave para sair de lá. Será que era o diabão? Será que era algum Q malígno? Deus, o verdadeiro, deve saber, e talvez o roteirista. O que importa é que no final das contas Sybok se redime e sacrifica-se para atrasar o bicho ruim e salvar o povo. E olha só, no final das contas Kirk e a Enterprise são salvos por ninguém menos que klingons! Realmente acontecem coisas muuuito estranhas nesse filme.

Jornada nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida (Star Trek VI - The Undiscovered Country) 1991
Lembra dos klingons salvando Kirk no final do filme anterior? Pois é, foi tudo graças a Spock. Agora o orelhudo está de volta e intermedia a paz com um Império Klingon prestes a esfarelar. Mas nem tudo são flores na Via Láctea. Alguns são contra essa paz e armam pra cima de Kirk, que a contragosto e saindo à força da aposentadoria, escolta um cruzador klingon que leva uma comitiva para discutir a paz no berço da Federação. Bom.. esses alguns encenam uma presepada espacial e matam o chanceler klingon dentro do cruzador, como se fossem da Frota. Sem saída, Kirk e Magro vão para a nave ajudar e acabam sendo presos, julgados e condenados pelo assassinato. Como rola um processo de paz, eles são enviados à um planeta inóspito para trabalhar em regime forçado. Claro que conseguem escapar e descobrem que quem arrumara todo o esquema foram dois bam-bam-bans da Frota Estelar, um embaixador romulano, uns sem-vergonhas de uns klingons e uma oficial vulcana da enterprise - e olha que a traiçoeira havia estado sob a tutela do próprio Spock no passado! Claro que no último instante, e com a ajuda da USS Excelcior e do Capitão Sulu, eles salvam o acordo de paz e dão adeus à franquia. Velha geração, na minha humilde opinião, mesmo após uma Última Fronteira duvidosa, vocês saíram por cima da rapadura com essa Terra Desconhecida. Certamente farão falta...

domingo, 7 de junho de 2009

To boldly go where no Man has gone before... 2

Jornada nas Estrelas III - À Procura de Spock (Star Trek III - The Search for Spock) 1984
Spock morreu, mas antes passou todo o seu conhecimento e impressões acerca do universo para o Dr. McCoy. E agora sobra pro Almirante Kirk e sua equipe resolver a parada. Coisa trivial: eles roubam a Enterprise, sabotam a Excelcior, invadem uma zona proibida e destroem a Enterprise. Mas dessa vez o inimigo é Christopher Lloyd, um Klingon, que deseja a arma gênesis para seu império, antes que pudesse se tornar o cientista americano que modificaria um DeLorean para que Martin McFly fosse para lá e para cá no tempo. Estou perdendo o foco... Com muita ação, e um Spock que voltou à vida e envelhece junto com o planeta, Kirk dessa vez enfrenta seu maior desafio: a morte de seu filho, que mal havia conhecido. Mas o rapazola morreu como deveria ter morrido o pai quatro filmes depois, numa briga para defender seus companheiros. No final das contas a tripulação de Kirk derrota os klingons, rouba a nave deles e de quebra salva um Spock já adulto e praticamente acéfalo, e o leva para Vulcano, onde desentope a cabeça do bom doutor Magro e praticamente recupera suas lembranças. Muito bão também esse.

Jornada nas Estrelas IV - A Volta Para Casa (Star Trek IV - The Voyage Home) 1986
Ok. Spock está de volta, apesar de meio estranho. E agora? Agora é hora de voltar para casa à bordo da nave klingon e enfrentar um duro julgamento. Claro que as coisas não poderiam ser tão simples assim. Com uma recaída para enredos passados, dessa vez uma "sonda desconhecida que ameaça a Terra" emite sons misteriosos, e quer respostas. Nossa querida tripulação se vê, então, na obrigação de fazer o que um planeta inteiro cheio de especialista não conseguiu: salvar o dia. Eles descobrem que o tal som é o emitido por baleias jubarte, que por um acaso já estão extintas no século 23. A saída, uma nova "viagem no tempo", dessa vez para o final dos anos 1980. Acabam-se aí os clichês. O que vem depois é uma história divertida às beças, com ótimas gags, o que inclui um vulcano tentando falar palavrões, um engenheiro espacial às voltas com um computador pré-histórico, um russo invadindo um porta-aviões nuclear americano em plena guerra fria, e um médico do séc. 23 na Idade Média da medicina do séc. 20. No final das contas eles conseguem um casal de jubartes e uma bióloga intrometida, voltam para seu tempo e salvam a Terra e a Federação. Mas como foram maus meninos no episódio anterior, sofrem uma queda de patente são comissionados a uma nova Enterprise. De volta com o Capitão Kirk e Comandante Spock, então.

To boldly go where no Man has gone before... 1

Assim pode-se definir melhor a mais grandiosa série televisiva de todos os tempos. Você pode até não gostar, muito menos concordar, mas não pode negar que Jornada nas Estrelas é um marco para a televisão e a ficção científica em geral.

Aproveitando o ensejo de um novo filme e um reset na fraquia, e audaciosamente indo onde nenhum Homem jamais esteve, me deparei com uma grandiosa missão: Ver todos os filmes da série na sequência, um seguido do outro.

Tá. Eu sei. A coisa não é tão inédita assim. Na verdade deve ser mais comum que corinthiano saindo do bueiro. Mas que o negócio é grandioso, é.

São 10 filmes, 10 histórias, 10 missões, 10 enredos, e o primeiro passo foi conseguir todos eles. Consegui com um professor lá do Olival. Fiz as cópias, e à medida que for encontrando os filmes originais num preço bom, vou comprando para a coleção. Ei, então, minhas impressões, com spoilers.

Jornada nas Estrelas - O Filme (Star Trek - The Motion Picture) 1979
Após um lapso de 5 anos longe da cadeira de comando, o agora Almirante Kirk força a barra para comandar a Enterprise novamente. O Capitão Decker, mesmo contrariado, nada pode fazer a não ser colocar o rabo entre as pernas e ser o Primeiro em Comando. Não tenho certeza, mas creio ser ele o primeiro "número 1", como diria o Capitão Picard, da Frota, pelo menos o primeiro a ser assim oficialmente nomeado. Tudo bem, já que eles estão indo de encontro a uma nave desconhecida, potencialmente letal. O desacostumado Almirante e sua tripulação acabam descobrindo que a tal nave nada mais é que uma das sondas Voyager enviadas ao espaço no longínquo século XX, que modificada e melhorada por alienígenas prossegue em sua busca de conhecimento, chegando a desenvolver consciência. Agora tudo o que ela quer é se unir ao Criador. Pena que ela não sabe que o Criador é nada menos que a singela e fútil forma de vida que está quase por destruir. Para salvar a humanidade, Capitão Decker e a Tenente Ilia acabam por se unir à máquina, tornando-se um só e 'evoluídos'. Realmente o primeiro Primeiro em Comando teve uma passagem realmente breve pela função. Filme bom, mas parado demais. Se você não curte tanto a série, tome um café com guaraná antes de vê-lo.

Jornada nas Estrelas II - A Ira de Khan (Star Trek - The Wrath of Khan) 1982
Ótimo filme, grande enredo. Nimoy não queria mais ser o Spock, então resolveram matá-lo. O que poderia enterrar a franquia 45 passos abaixo de solo asfáltico, surpreendentemente traz de volta o ânimo de Nimoy, e junto a grandiosidade da antiga série. Aliás, trouxe uma porção de coisas. Trouxe o vilão Khan de volta, e junto a melhor interpretação de vilão do cinema até o novo Coringa. As leituras de Ledger e Montalban para seus personagens ficam ali, no páreo. Ah sim, o personagem de Ricardo Montalban de 1967 reaparece, e quer vingança por ter sido deixado num planetinha qualquer do universo. No intervalo entre o exílio forçado e o encontro fortuito com Checov, o planeta onde estava sofreu uma mudança de órbita, sua amada morreu, e ele adquiriu uns bichinhos muito dos sem-vergonhas para criar. Simplesmente coloca dois deles na orelha de Checov e seu superior, e dominam suas vontades. Capturam a nave e de quebra as informações sobre o projeto Genesis, capaz de criar vida a partir de condições inóspitas. E adivinha quem são os responsáveis por esse projeto? Ninguém menos que um antigo affair de Kirk, e o filho fruto da relação. Pronto, o circo está armado: uma arma em potencial, um antigo inimigo e um filho desconhecido. Só podia dar no que deu, um vilão derrotado, um vulcano morto e um novo planeta na galaxia. Esse não precisa de café. E descobrimos que Shatner nem é tão canastrão assim ^^

domingo, 12 de abril de 2009

O que é um epessë

Meu amigo Estel escreveu sobre seu nome em seu blog, e me levou a refletir sobre os epessi de hoje em dia.

Muitos que leem na obra de Tolkien as passagens que concernem ao epessë, o nome dado ou adquirido, por honra ou merecimento, não entendem bem ao certo do que se trata. Há o nome paterno (escolhido antes do nascimento, normalmente não utilizado), o materno (esse usado normalmente e escolhido na ocasião do nascimento ou depois, e frequentemente alusivo ao futuro da criança), e há o epessë. Era esse que, quando existente, passava à posteridade.

Galadriel foi o nome dado a Artanis (paterno) Nerwen (materno) por seu marido Celeborn, e assim ela preferia ser chamada e posteriormente ficou conhecida. Aragorn também tinha vários epessi, alguns pejorativos, outros magnificentes, dados a eles pelas várias pessoas com as quais travara contato em suas jornadas: Passolargo, Estel, Elessar, Thorongil, são alguns dos nomes citados no SdA. Vários outros personagens do mundo secundário imaginado por Tolkien ficaram conhecidos pelo seu epessë, como Gil-Galad, Maedhros e Círdan, por exemplo.

Hoje em dia temos os apelidos, mas apelidos nada mais são do que corruptelas de nomes próprios, ou simplesmente nomes carinhosos (às vezes nem tanto) que amigos nos dão. Mas não possuem significado por si só, ao contrário dos epessi. Possuir um epessë é mais do ter um apelido. É ter a sua essência condensada em um nome. Hoje isso é mais comum em comunidades da internet, onde o gosto comum e a adoção de um nick ligado a esse gosto muitas vezes possibilitam que as pessoas se permitam escolher nomes que trazem um significado intrínseco ao seu íntimo. E certas comunidades permitem que se leve isso um degrau acima. Em comunidades trekers ou tolkiendili, onde há idiomas artificiais pertinentes a esses mundos, os nomes baseados nesses idiomas proliferam.

No post que citei acima, do Estel, percebemos a importância do significado de seu epessë, que nada mais é do que esperança em sindarin; a própria esperança que ele tem em si em em todas as coisas. Eu sou Rafel, mas sou Saitar também. Rafel não é meu nome materno, na verdade, pois foi escolhido por meu pai - era o segundo nome dele, mas considero materno pois foi o nome que minha mãe escolheu para me chamar ao em vez de junior, ou mesmo do primeiro nome, esse sim do meu pai. Rafel vem do hebraico, Deus curou, ou renovou, e esse sou eu, renovado e crendo na renovação das pessoas, no geral tão cruéis e destituídas de bom senso. E para tanto, possuo em meu ser um sentimento de que poderia fazer sentido na vida de tantos se pudesse fazê-los notar que essa renovação é possível. Sou aquele que ensina, não somente a importância do movimento em nossa vida ou a compreensão de outra língua, minhas profissões de coração, mas também a importância de mudar o mundo e a humanidade, se isso for realmente possível. Sou Saitar, aquele que ensina, no alto idioma élfico, o quenya.

Realmente, eu sou Rafel, mas sou Saitar também. Rafel Saitar, i aryon laurë nossëo Finarfino.

Abração ^^

quarta-feira, 18 de março de 2009

Nova DireToca

Faz tempo que não posto no blog, mas ele não está esquecido, não. Tem até um post no processo de escrevinhamento ^^

O fato é que não estou com ideias (já sem o acento) que julgo interessantes ou pertinentes para esse amado espaço. As últimas duas coisas que pensei em escrever eram sobre a secretaria de estado da edução e suas viagens gestoras, mas nossa digníssima secretária não vale a sujeira que retiro do teclado ao digitar um texto... a última é a de nos responsabilizar por trocarem os alunos por portas (pois é com portas que pareço falar quando falo com aquelas criaturas desafortunadas pela musa da cultura). Enfim...

Mas o assunto hoje aqui não são as trapalhadas da trupe mambembe que se apresenta no Caetano de Campos, lá na República, e sim o anúncio da nova Coordenação Regional do Conselho Branco em São Paulo. Este elfo que vos fala acabou de ser eleito Thain da Toca/SP, bem como a Coordenadora Cultural Elenér e o Coordenador Jurídico Lattaro, vulgo 'O Cordeiro'. Convido a todos para um domingo alegre na Estação Ciência, durante a comemoração do Dia do Fã em 22-03, quando acontecerá a Posse dos enTocados eleitos. Nas próximas semanas devo conversar com meus colegas e compor a nova diretoria.

Gostaria de agradecer a confiança em mim depositada e afirmar publicamente que senti uma vontade e uma honestidade muito grande nessas eleições, tanto da minha parte como da parte da Maia, a outra candidata ao cargo de Thain. Um parabéns muito grande a ela, e a todos os enTocados que participaram deste último semestre de Toca sem Thain.

Agora é finalmente levantar a peteca que quase foi derrubada, e com a ajuda de todos, e esperando estar sempre sob os olhos atentos de Eru, fazer reaparecer, senão o brilho dos Tempos Antigos, o belo brilho da querida Árien e sua carruagem do Sol.

Abração.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Um prêmio??? WTF!!!

Uia!

A Ayeka, dona do blog Japão Aishiteru, me indicou a um prêmio, um tal de Prêmio Dardos. Muito obrigado, moça, é bom saber que há pessoas que acompanham e têm paciência para um blog como o meu ^^

Mas como sou curioso por natureza, fui atrás pra descobrir que raios é esse tal de Dardos. Bom, não achei nada "oficial" a respeito do dito cujo, mas percebi que o negócio é um tipo de 'meme', como se fosse uma corrente bloguiúnica. Só que com o intuito de divulgar outros blogues. Iniciativa louvável, até. Então agradeço à Ayeka, coloco aqui o tal selo do prêmio, mas não vou indicar nada, até pq os blogues que acompanho estão aí ao lado para quem quiser ver e acessar. Não chegam aos 15 que falam pra indicar, mas todos eles são dignos de acompanhamento.



Pra finalizar, vou colocar um link aqui pra um post de uma outra moça, do blog Sarapatel de Coruja, que achei nessa chouriçada na net atrás desse prêmio. Vale a pena ler XDDD

Abração, e até amanhã ou depois, quando devo postar sobre um novo velho tipo de jogo que redescobri recentemente...

sábado, 17 de janeiro de 2009

One Piece, again

Agora sim um post de verdade.. ^^

Tinha dito há algumas postagens atrás que estava começando a acompanhar as aventuras dos Chapéu de Palha. Estou no episódio 40, e muita água já passou por debaixo dessa ponte, e o cozinheiro Sanji já juntou se ao grupo. Aliás, recomendo o anime não apenas porque você sai de alma lavada de tanta risada que você dá, mas pelo toque dramático adequado a uma história de aventura.

Todos os piratas de Ruffy são extremamente valorosos, mas são assim graças às dificuldades e provações pelas quais foram obrigados a passar. Não vou entrar em detalhes, mas posso dizer que Ruffy valoriza a amizade e o companheirismo acima de tudo porque teve provas extremas dessas qualidades em sua infância; Zoro é destemido e não desiste das batalhas porque sofreu e fez uma promessa a uma importante pessoa em sua tenra idade; Usoop pode ser covarde e mentiroso (pelo menos até onde vi), mas mesmo assim não abandona seus amigos, isso por causa das coisas duras que sofreu quando pimpolho; Sanji é forte e não nega ajuda a ninguém, pois passou fome na infância, mesmo!; Nami é uma sobrevivente, a morte passou a sua frente várias vezes e a fez dura, mas conheceu a amizade em Ruffy e seus marujos.

A história de Ruffy em busca de seu sonho de se tornar o Rei dos Piratas mostra mais que um bando de insanos navegando pelo mar. Mostra que todos têm que descobrir suas limitações e superá-las, mesmo quando parecer impossível; mostra que a amizade e a honra devem estar acima de tudo; e que seus sonhos, mesmo parecendo impossível aos olhos dos outros, nunca serão impossíveis se você acreditar neles e tiver pessoas ao seu lado te impulsionando à frente.

Avante, MugiwaraKaizokudan!